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Associação de zumbido e perda auditiva em distúrbios otológicos: estudo epidemiológico de uma década em uma população do Sul da Índia [Livre artigo]

Associação de zumbido e perda auditiva em distúrbios otológicos: estudo epidemiológico de uma década em uma população do Sul da Índia [Livre artigo]: Santoshi Kumari Manche, Jangala Madhavi, Koralla Raja Meganadh, Akka Jyothy
Braz J Otorhinolaryngol 2016;82:643-9

Resumo - Texto Completo - PDF
Braz J Otorhinolaryngol 2016;82:643-9
Associação de zumbido e perda auditiva em distúrbios otológicos: estudo epidemiológico de uma década em uma população do Sul da Índia
Santoshi Kumari Manchea, Jangala Madhavia, Koralla Raja Meganadhb, Akka Jyothyc
a MAA ENT Hospital, Speech and Hearing Center, Somajiguda, Hyderabad, Telangana, Índia. Osmania University, Institute of Genetics and Hospital for Genetic Diseases, Hyderabad, Telangana, Índia
b MAA ENT Hospital, Speech and Hearing Center, Somajiguda, Hyderabad, Telangana, Índia
c Osmania University, Institute of Genetics and Hospital for Genetic Diseases, Hyderabad, Telangana, Índia
Resumo
Introdução: O zumbido é um distúrbio comum que ocorre com frequência em todos os estratos da população, constituindo um problema importante de saúde. O zumbido é frequentemente associado a diferentes formas de perda auditiva e sua gravidade é variada.

Objetivo: O presente estudo teve como objetivo identificar a associação entre zumbido e perda auditiva em várias doenças otológicas na população do Sul da Índia.

Método: No total, 3.255 indivíduos encaminhados ao Hospital MAA ENT em Hyderabad de 2004 a 2014, com diversas doenças otológicas, foram incluídos neste estudo transversal. O diagnóstico das doenças foi confirmado pelo otorrinolaringologista por meio de exames médico e clínico detalhados. A análise estatística foi realizada com o teste do χ2 e regressão logística binária.

Resultados: Zumbido foi observado em 29,3% (956) do total de participantes do estudo, com maior prevalência em indivíduos com mais de 40 anos de idade. Houve um aumento significante do risco de zumbido em doenças da orelha média (OR = 1,79, IC 95% = 1,02-3,16) e interna (OR = 3,00, IC 95% = 1,65-5,45). Observamos que em 96,9% (n = 927) dos indivíduos com zumbido houve associação com perda auditiva.

Conclusão: O presente estudo pôde identificar os fatores etiológicos mais prevalentes que levam ao desenvolvimento de zumbido associado à perda auditiva em uma população do Sul da Índia. Otite média (60,9%), presbiacusia (16,6%) e otosclerose (14,3%) são doenças otológicas frequentemente associadas ao zumbido. Em indivíduos com otite média crônica supurativa (OMCS), o zumbido foi significantemente associado ao maior grau de perda auditiva.

Resumo
Introduction: Tinnitus is a common disorder that occurs frequently across all strata of population and has an important health concern. Tinnitus is often associated with different forms of hearing loss of varying severity.

Objective: The present study aimed to identify the association of tinnitus with hearing loss in various otological disorders of a South Indian population.

Methods: A total of 3255 subjects referred to the MAA ENT Hospital, Hyderabad, from 2004 to 2014, affected with various otological diseases have been included in the present cross-sectional study. Diagnosis of the diseases was confirmed by an ear, nose, and throat (ENT) specialist using detailed medical and clinical examination. Statistical analysis was performed using the 2 test and binary logistic regression.

Results: Tinnitus was observed in 29.3% (956) of the total study subjects that showed an increased prevalence in greater than 40 years of age. There was a significant increase in risk of tinnitus with middle (OR = 1.79, 95% CI = 1.02-3.16) and inner (OR = 3.00, 95% CI = 1.65-5.45) inner ear diseases. It was noted that 96.9% (n = 927) of the tinnitus subjects was associated with hearing loss. Otitis media (60.9%), presbycusis (16.6%) and otosclerosis
(14.3%) are the very common otological disorders leading to tinnitus. Tinnitus was significantly associated with higher degree of hearing loss in chronic suppurative otitis media (CSOM) subjects.

Conclusion: The present study could identify the most prevalent otological risk factors leading to development of tinnitus with hearing loss in a South Indian population.

Palavras-chave
Zumbido; Perda auditiva; Otite média supurativa crônica; Otite média com efusão; Otosclerose
Keywords
Tinnitus; Hearing loss; Chronic suppurative otitis media; Otitis media with effusion; Otosclerosis
Introdução

O zumbido é uma expressão perceptiva de qualquer som que se origina de maneira involuntária, unilateral ou bilateralmente, na ausência de qualquer estímulo externo acústico ou elétrico.1,2 A etiologia do zumbido permanece desconhecida, mas algumas causas clínicas subjacentes, como doenças da orelha média, alergias nasais, doenças autoimunes, doenças cardiovasculares, diabetes, distúrbios neurais degenerativos, fatores sociodemográficos e ambientais, tem sido relatadas.2-5 Muitos estudos clínicos verificaram que distúrbios otológicos podem provocar alterações nas estruturas cocleares ou alterações neuroplásticas das vias auditivas centrais, dando origem ao zumbido.2,4,6,7 Globalmente, acredita-se que cerca de 10% a 15% da população sejam afetados por zumbido com ou sem deficiência auditiva concomitante.4,8 Além disso, a prevalência de zumbido correlaciona-se com as características de gravidade e das frequências afetadas nas perdas auditivas.4,9 O zumbido também está presente em 70%-85% das deficiências auditivas causadas por diferentes doenças do sistema auditivo.2,5,10 Na Índia, estimase que aproximadamente 4,5 milhões de pessoas sejam afetadas por zumbido e, infelizmente, não há dados exatos disponíveis sobre a prevalência e etiologia deste sintoma.11 Portanto, o presente estudo teve como objetivo identificar a prevalência e os potenciais fatores predisponentes do zumbido associado à perda auditiva na população do Sul da Índia.

Método

Sujeitos

Neste estudo transversal, 3.255 pacientes com diferentes doenças otológicas encaminhados aos Hospitais MAA ENT, em Hyderabad, Estado de Telangana, durante um período de 10 anos (2004-2014) constituíram os sujeitos do estudo. Todos os pacientes foram submetidos a um exame médico detalhado e a história clínica foi registrada. O limiar audiométrico da perda auditiva foi avaliado usando a média tonal (tom puro) para as frequências de 0,5, 1, 2, 4 e 8 kHz. O estudo foi realizado com a aprovação do Comitê de Ética da instituição.

Análise estatística

Os dados obtidos foram codificados para as análises estatísticas. Análise estatística apropriada foi realizada com o programa Statistical Package for the Social Sciences, PASW Statistics 18.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, EUA). Os dados quantitativos contínuos foram representados como médias e desvios-padrão e os dados categóricos como proporções. O teste do χ2 foi usado para comparar as proporções e a análise de regressão logística para a associação das variáveis categóricas.

Resultados

Dentre os 3.255 indivíduos do estudo com doenças otológicas, 58,6% (n = 1.906) eram afetados apenas por doenças da orelha, 36,5% (n = 1.188) por doença nasal ou nasofaríngea e 4,9% (n = 161) por distúrbios metabólicos. Observamos maior prevalência de doenças da orelha média em 86,2% (n = 2.808), em relação à orelha interna, 11,2% (n = 364) e às doenças da orelha externa, 2,6% (n = 83). Os pacientes tinham entre 7 e 83 anos de idade, com média de idade de 36,0 ± 18,94, com 58,4% (n = 1.902) do sexo masculino e 41,6% (n = 1.353) do sexo feminino. O zumbido foi identificado em 29,4% (n = 956) dos indivíduos do estudo.

A porcentagem de indivíduos com zumbido afetados apenas por doenças da orelha foi de 63,8% (n = 610), doença nasal ou nasofaríngea foi de 30,3% (n = 290) e distúrbios metabólicos foi de 5,9% (n = 56). O aparecimento de zumbido ocorreu na faixa etária de 32,23 ± 20,45 anos e um risco significantemente maior foi observado na faixa etária > 40 anos (OR = 1,45; IC 95% = 1,27-1,73). Entre os indivíduos com zumbido, 55,2% (n = 528) eram do sexo masculino e 44,8% (n = 428) do sexo feminino, com predomínio do sexo masculino de 1,23. Contudo, um risco significantemente maior para o sexo feminino (OR = 1,20; IC 95% = 1,03-1,40) foi observado. A ocorrência de zumbido foi mais unilateral (58,0%) que bilateral (42,0%), mas não observamos associação significante entre zumbido e lateralidade. A tabela 1 apresenta a distribuição dos sexos, idade de início, local da doença, lateralidade, tipo de perda auditiva e fatores predisponentes.


Verificou-se que o risco de zumbido foi significantemente maior nos indivíduos com afecção da orelha interna, 39,8% (OR = 3,00; IC 95% = 1,65-5,45), seguido por doenças da orelha média, 28,4% (OR = 1,79; IC 95% = 1,02-3,16). Dentre as doenças da orelha interna, a presbiacusia (16,6%), doença de Ménière (3,3%) e a perda auditiva súbita neurossensorial (PASN) (2,8%) foram as mais prevalentes. Otite média crônica supurativa (OMCS) foi observada em 49,6%, otosclerose em 14,2% e otite média com efusão (OME) em 7% dos pacientes com distúrbios na orelha média. Dentre os outros fatores predisponentes de zumbido, 69,4% foram atribuídos aos distúrbios do trato respiratório superior, 10,6% à faringotonsilite, 2,9% à hipertensão e 2,6% ao diabetes (fig. 1).


Figura 1. Prevalência de zumbido e perda auditiva em doenças otológicas.

No presente estudo, a prevalência de perda auditiva associada a zumbido foi de 29,8% (n = 927). As prevalências de várias doenças otológicas predisponentes ao zumbido são apresentadas na figura 1. Fatores predisponentes como OMCS, OME, otomicose e doença de Ménière foram associados ao aumento da frequência de perda auditiva (> 40 dB) em indivíduos com zumbido (tabela 2). No entanto, uma associação significante foi observada apenas para a OMCS (OR = 1,76; IC 95% = 1,32-2,38). Além disso, também observamos que outros fatores predisponentes também foram associados a uma frequência maior de perda auditiva. Entre estes fatores, a tonsilofaringite mostrou significância estatística (OR = 2,86; IC 95% = 1,46-5,59) (tabela 2).


Em relação ao padrão da perda auditiva entre os pacientes portadores de zumbido, o tipo condutivo foi observado em 62,6% (n = 599), neurossensorial em 21,0% (n = 201) e o tipo misto em 13,3% (n = 127) (tabela 3). Observamos que houve uma associação significante entre zumbido e perda auditiva neurossensorial (37,2%) e mista (40,1%), em comparação à perda auditiva condutiva (26,6%) (tabela 1, fig. 1). Em pacientes portadores de otite média, houve uma alta prevalência de perda auditiva neurossensorial e mista associadas a zumbido (tabela 3).


Discussão e conclusão

O zumbido é um distúrbio comum que ocorre com frequência em todos os estratos da população e constitui um importante problema de saúde. Estudos clínicos e epidemiológicos sobre zumbido revelaram que 5% a 32% da população mundial é afetada por este sintoma.2,12,13 Muitos fatores de risco associados ao aparecimento de zumbido foram relatados, dos quais os mais proeminentes são idade, gênero, auditivos, distúrbios metabólicos e neurológicos, alterações vasculares, fatores odontológicos, exposição ao ruído, drogas ototóxicas, cafeína, nicotina e álcool.4,9,8,14 Os transtornos otológicos são a causa mais comum.15 Várias doenças otológicas podem levar ao zumbido e diferentes tipos de perda auditiva. Isso pode se se dever a processos infecciosos ou rigidez da cadeia ossicular ou espasmos pequenos músculos ligados aos ossículos da orelha média, afetando o sistema de transmissão do som auricular.9,16,17 Além disso, vários fatores nasofaringeos estão envolvidos na disfunção da trompa de Eustáquio predispondo a infecções da orelha média. No presente estudo, 29,3% dos pacientes portadores de distúrbios otológicos foram afetados por zumbido, dos quais 30,3% apresentavam também fatores nasais ou nasofaríngeos, especialmente faringotonsilite causando disfunção tubária e otite média, levando à perda auditiva e zumbido provavelmente através da disseminação linfática. Contudo, essa questão ainda precisa ser mais detalhadamente estudada.

Muitos estudos sobre o zumbido também relataram uma alta predominância em homens, o que foi atribuído principalmente à maior exposição ambiental e ocupacional.2,18,19 No entanto, a predominância de zumbido no sexo feminino também já foi relatada.20 No presente estudo, observamos que o zumbido afeta tanto os homens quanto as mulheres, mas com preponderância masculina, provavelmente pelo fato de que maior número de homens comparecem ao hospital, em comparação ao número de mulheres. Porém, também observamos que houve um aumento significativo dos casos em mulheres em tratamento da fase crônica de doenças da orelha.

Embora o aparecimento de zumbido esteja fortemente associado ao aumento da idade, também tem sido relatado estar presente em idade mais jovem.5,6,16,21 Segundo alguns autores, as diferenças no surgimento de zumbido podem estar relacionadas à etnia, variação da idade e critérios diagnósticos adotados.5,22,23 No presente estudo, a maior prevalência de zumbido foi observada na faixa etária acima de 40 anos. Mudanças no estilo de vida, anormalidades metabólicas e a alta incidência de fatores predisponentes de doenças metabólicas que acometem os idosos tem sido relatadas como causas de zumbido. Além disso, o aumento do nível de resistência à insulina e alguns fármacos usados para o tratamento de hipertensão podem favorecer o surgimento de zumbido.21,24 Nesta pesquisa, o zumbido foi observado em 30,1% dos indivíduos com diabetes melito, em 38,8% dos indivíduos em tratamento de hipertensão e em 40% daqueles com hipotireoidismo. Medicamentos como salicilatos, antibióticos aminoglicosídeos, quinina ou cisplatina usados para tratar doenças otológicas e nasofaríngeas podem causar danos à cóclea e desencadear ou intensificar o zumbido.1,25,26 Ototoxicidade contribuiu para o zumbido em 13,3% dos casos no presente estudo.

Perda auditiva e zumbido estão intimamente relacionados, pois a prevalência de perda auditiva é maior em pacientes portadores de zumbido.5,24 No presente estudo, 96,9% dos casos de pacientes com zumbido apresentaram associação significante com perda de audição, indicando que a mesma possa atuar como um dos fatores de risco cruciais. Além disso, a ocorrência de perda auditiva em altas frequências em indivíduos com zumbido indica a gravidade do sofrimento causado pelo distúrbio otológico.27,28 Ademais, a doença auditiva decorrente das orelhas média e interna pode levar a diferentes padrões de perda de audição. Curiosamente, observamos no presente estudo que a perda condutiva é a causa mais comum da associação entre disacusia e zumbido, em comparação com perda auditiva do tipo neurossensorial. Também em nosso estudo, ao contrário de outras pesquisas, a orelha média foi mais acometida por doenças que a orelha interna, ao contrário de outros estudos.29,30 Esta diferença pode ser atribuída à distribuição geográfica e à condição socioeconômica dos pacientes. Além disso, entre nossos pacientes, 95% dos portadores de doenças da orelha média apresentaram melhora da perda auditiva e 86% apresentaram melhora do zumbido após tratamento clínico ou com intervenções cirúrgicas. Houve significantemente mais casos de perda auditiva nas freqüências mais altas nos pacientes com perda neurossensorial e mista nos portadores de zumbido e OMCS. Os resultados indicam a OMCS como uma das doenças otológicas mais comuns que afetam a orelha média e interna, potencialmente causadoras de zumbido e perda auditiva.

Em conclusão, o presente estudo demonstrou que otite média, presbiacusia e otosclerose são os fatores contribuintes mais comuns da associação entre zumbido e perda de audição. A prevalência de zumbido aumentou com a progressão dos distúrbios otológicos. Portanto, esforços para controlar esses fatores de risco podem ajudar a prevenir o zumbido e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados. Estudos adicionais sobre a genética do zumbido associado à perda auditiva irão sem dúvida levar a abordagens terapêuticas e tratamentos clínicos mais eficazes do zumbido.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Agradecimentos

Agradecemos a Sra B. Sunita G Kumar, CMD, MAA ENT Hospitais, pelo apoio e cooperação na execução da obra. Agradecemos ao Dr. Balakrishna de NIN ela ajuda na realização da análise estatística.

Recebido em 11 de agosto de 2015;

aceito em 10 de novembro de 2015

* Autor para correspondência.

E-mail:jyothycell@rediffmail.com (A. Jyothy).

☆ Como citar este artigo: Manche SK, Madhavi J, Meganadh KR, Jyothy A. Association of tinnitus and hearing loss in otological disorders: a decade-long epidemiological study in a South Indian population. Braz J Otorhinolaryngol. 2016;82:643-9.

DOI se refere ao artigo: http://dx.doi.org/10.1016/j.bjorl.2015.11.007

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Medicine News

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HIPPOCRATE'S OATH

"I swear by Apollo, the healer, Asclepius, Hygieia, and Panacea, and I take to witness all the gods, all the goddesses, to keep according to my ability and my judgment, the following Oath and agreement:

To consider dear to me, as my parents, him who taught me this art; to live in common with him and, if necessary, to share my goods with him; To look upon his children as my own brothers, to teach them this art.

I will prescribe regimens for the good of my patients according to my ability and my judgment and never do harm to anyone.

I will not give a lethal drug to anyone if I am asked, nor will I advise such a plan; and similarly I will not give a woman a pessaryto cause an abortion.

But I will preserve the purity of my life and my arts.

I will not cut for stone, even for patients in whom the disease is manifest; I will leave this operation to be performed by practitioners, specialists in this art.

In every house where I come I will enter only for the good of my patients, keeping myself far from all intentional ill-doing and all seduction and especially from the pleasures of love with women or with men, be they free or slaves.

All that may come to my knowledge in the exercise of my profession or in daily commerce with men, which ought not to be spread abroad, I will keep secret and will never reveal.

If I keep this oath faithfully, may I enjoy my life and practice my art, respected by all men and in all times; but if I swerve from it or violate it, may the reverse be my lot."

MAIMONIDE'S PRAYER

"Almighty God, Thou has created the human body with infinite wisdom. Ten thousand times ten thousand organs hast Thou combined in it that act unceasingly and harmoniously to preserve the whole in all its beauty the body which is the envelope of the immortal soul. They are ever acting in perfect order, agreement and accord. Yet, when the frailty of matter or the unbridling of passions deranges this order or interrupts this accord, then forces clash and the body crumbles into the primal dust from which it came. Thou sendest to man diseases as beneficent messengers to foretell approaching danger and to urge him to avert it.

"Thou has blest Thine earth, Thy rivers and Thy mountains with healing substances; they enable Thy creatures to alleviate their sufferings and to heal their illnesses. Thou hast endowed man with the wisdom to relieve the suffering of his brother, to recognize his disorders, to extract the healing substances, to discover their powers and to prepare and to apply them to suit every ill. In Thine Eternal Providence Thou hast chosen me to watch over the life and health of Thy creatures. I am now about to apply myself to the duties of my profession. Support me, Almighty God, in these great labors that they may benefit mankind, for without Thy help not even the least thing will succeed.

"Inspire me with love for my art and for Thy creatures. Do not allow thirst for profit, ambition for renown and admiration, to interfere with my profession, for these are the enemies of truth and of love for mankind and they can lead astray in the great task of attending to the welfare of Thy creatures. Preserve the strength of my body and of my soul that they ever be ready to cheerfully help and support rich and poor, good and bad, enemy as well as friend. In the sufferer let me see only the human being. Illumine my mind that it recognize what presents itself and that it may comprehend what is absent or hidden. Let it not fail to see what is visible, but do not permit it to arrogate to itself the power to see what cannot be seen, for delicate and indefinite are the bounds of the great art of caring for the lives and health of Thy creatures. Let me never be absent- minded. May no strange thoughts divert my attention at the bedside of the sick, or disturb my mind in its silent labors, for great and sacred are the thoughtful deliberations required to preserve the lives and health of Thy creatures.

"Grant that my patients have confidence in me and my art and follow my directions and my counsel. Remove from their midst all charlatans and the whole host of officious relatives and know-all nurses, cruel people who arrogantly frustrate the wisest purposes of our art and often lead Thy creatures to their death.

"Should those who are wiser than I wish to improve and instruct me, let my soul gratefully follow their guidance; for vast is the extent of our art. Should conceited fools, however, censure me, then let love for my profession steel me against them, so that I remain steadfast without regard for age, for reputation, or for honor, because surrender would bring to Thy creatures sickness and death.

"Imbue my soul with gentleness and calmness when older colleagues, proud of their age, wish to displace me or to scorn me or disdainfully to teach me. May even this be of advantage to me, for they know many things of which I am ignorant, but let not their arrogance give me pain. For they are old and old age is not master of the passions. I also hope to attain old age upon this earth, before Thee, Almighty God!

"Let me be contented in everything except in the great science of my profession. Never allow the thought to arise in me that I have attained to sufficient knowledge, but vouchsafe to me the strength, the leisure and the ambition ever to extend my knowledge. For art is great, but the mind of man is ever expanding.

"Almighty God! Thou hast chosen me in Thy mercy to watch over the life and death of Thy creatures. I now apply myself to my profession. Support me in this great task so that it may benefit mankind, for without Thy help not even the least thing will succeed."

Information for Health Professionals

Information for Patients

Modern challenged parts of the oath:

  1. To teach medicine to the sons of my teacher. In the past, medical schools gave preferential consideration to the children of physicians.
  2. To practice and prescribe to the best of my ability for the good of my patients, and to try to avoid harming them. This beneficial intention is the purpose of the physician. However, this item is still invoked in the modern discussions of euthanasia.
  3. I will not give a lethal drug to anyone if I am asked, nor will I advise such a plan. Physician organizations in most countries have strongly denounced physician participation in legal executions. However, in a small number of cases, most notably the U.S. states of Oregon,[10] Washington,[11]Montana,[12] and in the Kingdom of the Netherlands,[13] a doctor can prescribe euthanasia with the patient's consent.
  4. Similarly, I will not give a woman a pessary to cause an abortion. Since the legalization of abortion in many countries, the inclusion of the anti-abortion sentence of the Hippocratic oath has been a source of contention.
  5. To avoid violating the morals of my community. Many licensing agencies will revoke a physician's license for offending the morals of the community ("moral turpitude").
  6. I will not cut for stone, even for patients in whom the disease is manifest; I will leave this operation to be performed by practitioners, specialists in this art. The "stones" referred to are kidney stones or bladder stones, removal of which was judged too menial for physicians, and therefore was left for barbers (the forerunners of modern surgeons). Surgery was not recognized as a specialty at that time. This sentence is now interpreted as acknowledging that it is impossible for any single physician to maintain expertise in all areas. It also highlights the different historical origins of the surgeon and the physician.
  7. To keep the good of the patient as the highest priority. There may be other conflicting 'good purposes,' such as community welfare, conserving economic resources, supporting the criminal justice system, or simply making money for the physician or his employer that provide recurring challenges to physicians
http://www.worldallergy.org/educational_programs/world_allergy_forum/barcelona2008/rabe/

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